"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém."
Mateus 28:19 e 20

Porque missões?

Missões não é um ministério, aliás como já escrevi antes aqui mesmo no BlogFpM: a palavra ministério significa serviço, e não o contrário, embora não seja difícil encontrar "ministérios" em situações alarmantes em nossa nação, situações que muito me lembra o disputa dos discípulos sobre quem seria maior entre eles (Marcos 9), situações onde servir é um pretexto para aparecer, estar num determinado lugar para ajudar é uma ótima oportunidade de aparecer nos holofotes e dizer: "...eu estava lá".

Missões é uma resposta natural ao amor, assim como adoração não está limitada a um determinado estilo musical, missões é um chamado dentro do chamado, devendo ser o resultado de qualquer ação, coletiva ou individual, pública ou anônima, nunca obrigatória. O Brasil é um país rico do evangelho, os crentes brasileiros podem livremente comprar suas bíblias, e também seus livros, CDs e DVDs, e se alimentar espiritualmente das mais variadas formas, ainda que alguns destes alimentos possam causar intoxicações e complicações para a saúde espiritual, mesmo assim o Brasil tem este rico acesso às verdades contidas nas Escrituras, embora pouco aproveitado.

Recordo-me de uma história que ouvi a alguns anos através da rádio BBN, a história conta que um determinado pastor, do Brasil, em visita a África, chegou a uma aldeia a tempo de presenciar uma celebração naquela mesma manhã.

O culto começou com o pregador local citando uma passagem do evangelho segundo Lucas, e após algumas horas de pregação acompanhada de fervorosa oração, um segundo pregador tomou a palavra e começou seu sermão com a leitura de outro trecho do mesmo livro de Lucas, passando o segundo a pregar por aproximadamente uma hora e meia, abordando com alegria as verdades contidas naquele texto, e assim encerrou sua mensagem.

Houve uma pausa para que todos se alimentassem, mas logo se reuniram novamente para que a celebração continuasse, logo subiram o terceiro e também o quarto pregador, já ao fim da tarde, ambos baseando suas ricas e arrebatadoras mensagens no mesmo Evangelho Segundo São Lucas, seguidos sempre pela comunidade local que se alegrava e orava com fervor.

Após o encerramento do culto, um dos nativos que estava próximo ao pastor brasileiro lhe disse, com ajuda de um interprete: "...os cultos no Brasil devem ser incríveis, pastor Fulano", o pastor brasileiro, sem compreender o comentário, pergunta: "...porque o irmão diz isso?" e prontamente, o irmão norteafricano responde: "...porque vocês, no Brasil, possuem toda a Escritura traduzida para sua língua".

Quando ouvi este testemunho fiquei sem palavras, tive a certeza de que minhas opiniões, infelizmente, não estavam tão equivocadas assim: se avaliarmos a proporção de conhecimento do evangelho a que temos acesso e as oportunidades que a liberdade nos imprime, com o quanto deste evangelho que temos realmente vivido e alcançado outras vidas para a Eternidade, perceberemos duas situações igualmente alarmantes: ou não entendemos nada sobre a Obra redentora de Jesus e nosso papel no processo de anunciar esta Boa Nova, ou estamos voluntariamente virando as costas para a grande comissão com desculpas por conta de um comodismo egoísta e carnal, em ambos os casos, uma realidade preocupante.

Porque missões? Por que se respiramos hoje como filhos, limpos e perfumados, é porque o Pai nos recebeu de braços abertos quando nos era garantida a sujeira, a vergonha e a morte. Portanto, se hoje respiramos justificados, como crentes, como cristãos que afirmamos ser, levamos em cada respiração a responsabilidade de anunciar este Deus que nos amou.

Missões não é um titulo, não tem nada a ver com uma marca, uma grife ou um slogan, missões tem a ver com o caminhar diário, disposição diária, santidade diária, missões tem a ver com o compreender quem éramos, quem é Jesus e quem nos tornamos Nele.

Fogo para Missões

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!"
I Coríntio 9:16

Brooke Gabrielle Fraser Ligertwood, mais conhecida como Brooke Fraser (nascida em 15 de Dezembro de 1983 em Wellington, Nova Zelandia), casada com o músico e compositor Scott Ligertwood, é uma cantora cristã de origem da Nova Zelândia, congrega na Hillsong Church, na qual é líder de louvor e colaboradora dos albuns do Hillsong U.

Em 2005, antes de escrever e preparar o seu álbum seguinte, Brooke Fraser fez uma viagem para África para conhecer Ruanda antes de visitar as crianças que apadrinhou através da Visão Mundial na Tanzânia. Nesta viagem, ela ficou tão comovida com uma criança que escreveu a canção Albertine, o nome desta criança que conhecera enquanto estava em Ruanda. Mais tarde decidiu fazer desta canção faixa-título de seu álbum.

Apesar de Brooke ter uma longa carreira de sucesso há tantos anos, ela sempre usou sua posição para destacar muitas boas causas e projetos de caridade, e levantou muito dinheiro por elas nesse processo. Em 2010, durante sua turnê pelos Estados Unidos promovendo seu terceiro álbum "Flags", a cantora, em conjunto com Charity: water, lançaram uma campanha pedindo aos fãs que doassem 27 dólares de presente pelo seu aniversário de 27 anos. A meta era levantar $50.000,00 para criar poços de água pura na Etiópia.

A campanha de aniversário de Brooke foi um sucesso, levantando mais de $54.000,00 com a promessa de novas campanhas como esta.


Porque escrevi este artigo sobre Brooke Fraser? Porque eu particularmente glorifico ao SENHOR pela vida desta jovem, não apenas pelas belas canções, mas pelo testemunho cristão extravagante, cumprindo assim a palavra de Romanos 13:07.

Preste atenção nesta canção... as perguntas são inevitáveis, continuaremos parados? continuaremos dando desculpas enquanto cantamos sobre um Deus poderoso? continuaremos apenas cantando sobre um Deus poderoso?

Nós escolhemos começar por aqui mesmo, pelo pouco que podemos, este é nosso chamado, orar e agir na medida e proporção de nossa fé, na expectativa de que esta fé, no SENHOR, venha a crescer para Sua glória. Agora que entendemos, nos tornamos responsáveis...

Fogo para Missões

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."
Isaías 9:06

Sem muitos comentários, amados, desejamos a todos um FELIZ NATAL, em especial aos irmãos missionários, irmãos que ao longo de todo este ano têm presenteado ao SENHOR realizando Sua obra, em Isaías 9 o profeta declara: "...um menino nos nasceu..." para o mundo, um menino, para nós, a razão de tudo  e de todas as coisas.


Fogo para Missões

"Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns."
I Coríntios 9:22

Flash mob, abreviação de flash mobilization é a aglomeração instantânea de pessoas para a realização de uma determinada ação previamente combinada, a cidade de São Paulo experimentou esta surpresa através do grupo de Jovens da Igreja Internacional da Graça de Deus, o Flash Mob Gospel 2011 foi um momento evangelistico diferente e que causou curiosidade e impactou as pessoas que presenciaram.

Em uma iniciativa inovadora na maneira de evangelizar, 120 jovens do Grupo de Jovens da Igreja Internacional da Graça de Deus se uniram com um só objetivo, o de levar a pessoas a mensagem de salvação em Jesus Cristo, e assim criaram uma coreografia prá lá criativa após mais de 48 horas de ensaio, mais que um grupo de jovens, uma equipe. 

Eles apresentaram uma coreografia para a música Geração Eleita da cantora evangélica Aline Barros em diversos pontos do centro da cidade São Paulo, para que fosse conhecido por todos a alegria de adorar o Senhor Jesus independente do local que estejam.

Que esta matéria possa de alguma forma te animar a acreditar nos planos que o Senhor tem lhe dado para anunciar a Jesus Cristo, ore, se consagre e creia no potencial que uma idéia diferente tem nas mãos e na direção do SENHOR.

Estevão correu ao lado de uma carruagem, Pedro soltou a voz, a samaritana correu anunciar o Profeta, um menino que não sabemos o nome (Deus o sabe) ofereceu pães e peixes diante de uma multidão, Paulo, após ser agredido e lançado quase morto fora da cidade, volta apenas para... anunciar o evangelho e fazer muitos discípulos (Atos 14:19 a 21)!

Que o SENHOR te encoraje a realizar !!!



Evangelismo criativo, com ousadia, fazendo-se tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. A Jesus Cristo seja a glória na igreja, para sempre.
Fogo para Missões


Ronald M. Enroth, pastor americano, resolveu acompanhar algumas pessoas que se desligaram da Jesus People USA, um grupo religioso dos Estados Unidos, e coletou informações sobre como os pastores faziam pressão psicológica para impedir que o povo deixassem sua congregação.

As atitudes usadas por eles foram marcadas como “abuso espiritual” e foram relatadas em um livro assinado por Ronald que também é sociólogo de religião. Apesar de ser uma pesquisa realizada nos Estados Unidos percebem que muitas dessas atitudes são aplicadas nas igrejas brasileiras para impedir que os membros se desliguem e partam para outros ministérios.

O pastor Enrolth listou no livro “Churches That Abuse”, lançado em 1991, sete formas de abuso espiritual praticado por igrejas evangélicas. Entre elas a distorção da Palavra, a criação de uma liderança autocrática, o sentimento de superioridade em relação ao outros grupos religiosos e o elitismo espiritual.

O pastor Serol, da Igreja Batista da Palavra Viva resumiu As Sete Regas do Abuso Espiritual em seu blog. Confira:

1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo “cobertura espiritual”, distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o líder ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

2) Autocratic Leadership (liderança autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos “homens de Deus” de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o “Líder” ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo “pastor Fulano”, “bispo X”, “apostolo Y”, etc. Alguns afirmam crer em “teocracia” e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Spiritual Elitism (Elitismo espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Regimentation of Life (controle da vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

6) Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.

7) Traumatic Departure (saída traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até familias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

Texto como este precisam ser divulgados, para se ler e refletir; o original está no blog Verbo com Vida, o livro “Churches That Abuse” foi escrito em 1991, mas as regras continuam bastante atuais e visíveis em muitos ministérios brasileiros.

Fogo para Missões